Arroios as Nações Unidas de Lisboa
Saio de casa em quarteirão bem luso, com muitos reformados (aposentados). Dobro na Pascoal de Melo e se for em frente chego a um núcleo chinês, centrado por um restaurante de comida cantonesa. Pouco depois vem a livraria italiana. Se dobrar à direita na Almirante aí depende: do lado de lá vêm os mercadinhos dos indianos e seus temperos fortes. Do lado de cá, alguns quarteirões depois e há o sub-bairro dos turcos. Os serviços de reparo de telefones móveis são dominados pelos paquistaneses, as bancas de jornal pelo pessoal de Bangladesh. Tudo isso tem como eixo a mais tradicional das cervejarias da cidade, a Portugália, e na pontinha do bairro acontece a única concessão ao turismo de massa, a marisqueria do Ramiro, amada pelos visitantes estrangeiros.
Um jornal falou [não sem exagero] que no bairro se apertam quase cem nacionalidades. O que posso dizer é que certo documento público foi traduzido em 16 línguas. Quase uma ONU. Aliás seria uma boa ideia para um novo lugar para a Organização Internacional. Ao menos não faltariam restaurantes para todos os gostos.
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