A cidade dos cafés

 Budapeste se encontra aos fins de tarde e bebe nos muitos cafés. Talvez não Budapeste entendida como seus habitantes – como quase toda cidade europeia atraente quem bebe mesmo são os turistas. 

E nem me fale do New York. Com o nome estranho para um café na capital da Hungria, trata-se de presença inevitável nas listas de dez mais belos cafés do mundo e geralmente situado na ponta liderante. Peguei um Tram que nós brasileiros chamamos de VLT na Terez korut e poucos quarteirões depois estava na fachada barroca do Café. Eram 8 horas em ponto e fui o primeiro a entrar. 

Recomendo. Pode parecer demasiado cedo mas uma hora depois não havia mais vaga. Ao entrar percebi um rapaz que tocava piano, alguma música tradicional húngara. No mesmo segundo em que me sentei a música mudou para Bossa Nova. Homenagem ao brasileiro aqui. Como ele soube?? Depois ele veio me perguntar se eu estava gostando. Deixei-lhe gorjeta. Quanto ao café em si, não dá para entender tanta beleza – se lugar instagramável para turistas ou se palácio barroco.

Há outros – o Gerbaud, antigão do século XVIII e o Anna café, um must para turistas na esquina mais badalada da cidade, esse o meu favorito. Mas o recomendado para turistas nordestinos é em qualquer um pedir um Goulash – um tremendo nome para uma iguaria húngara – e o Cabeça-chata pensa se precisava ter viajado tanto para comer a nossa velçha carne de panela (é igualzinha!).




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