E Encontrei meu quase-parente Francisco II
Do outro lado do Danúbio tive de subir o morro. Nada mais medieval que fazer cidade em cima de morro. Quase sem fôlego entrei na Galeria Nacional de Arte em Budapeste. E foi lá que em grande quadro perto da entrada topei com ele, bem no foco da grande pintura. Uma rápida pesquisa no smartphone com o wi-fi do museu confirmou minhas sociáveis suspeitas – aquele rei Francisco I da Hungria retratado em sua solene coroação no ano de 1792 era o mesmo Francisco II da Áustria.
O eterno Chaves perguntaria e o Quico e na verdade nada teria a ver, se aquele coroado senhor não tivesse gerado uma garota cinco anos depois, à qual teve a ideia de chamar Leopoldina, e depois teve a ideia de casá-la com certo príncipe português um tal de Pedro, que passava uma temporada nos cafundós do trópico, um tal de Brasil. E seu neto seria Dom Pedro II, esse nascido debaixo do equador.Pode parecer tolo e é, mas eu me senti em casa ao ver o retrato de um quase-brasileiro naquele para mim quase-fimdemundo. Pode-se discutir se a ideia de enviar a filha para colecionar infidelidades nas mãos de Dom Pedro I foi a decisão mais brilhante do Universo, mas a mim egoisticamente o que interessava era que encontrara um quase-conhecido. Pelo menos foi o que pensei eu ao tomar o inevitável cappuccino na lanchonete da Galeria, por sinal sem graça nenhuma.
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