Ao vencedor as batatas (fritas)

 Ah, as batatas de Bruxelas! Nunca tinha ouvido falar delas, sem nenhum desejo de rima. You know: há terras de tudo nesse mundo de Nossa Senhora do Turismo. Existe a terra da feijoada, da panelada, da dobradinha, da torta de maçã, polenta, feijoada, Barreado (alô Morretes!), Cachaça (disputada por quase todos os municípios de Minas e do Nordeste que não se conformam com a primazia que se atribui Viçosa do Ceará), Vinho (disputada por todos os países europeus e metade do resto) mas nunca tinha ouvido falar da Terra da Batata Frita. Aliás nunca imaginei que Batatas Fritas tivessem terra – minha cabeça leiga e distante das coisas do marketing imaginava que uma comida para ter a origem disputada precisava de algum charme, ou dificuldade, lá sei. 

Quer dizer, nunca tinha ouvido falar até que botei os pés na capital da Bélgica. Impossível não saber: no centro histórico da cidade pululam as friteries, lojinhas de rua especializadas em batatas fritas, com o único diferencial de um molho por cima e de um papel em forma de cone, para comer em pé mesmo. E mesmo quem não saiba francês não pode deixar de notar as filas na frente das mais populares. Vinte, trinta pessoas, todas turistas. Esperei ter uma chuvinha fina para pegar uma filinha menor – ainda assim havia umas três ou quatro a esperar. Pedi o molho, recebi-as no cone de papel, e realmente tenho que dizer: as batatas fritas de Bruxelas têm um gosto especial, gosto de... de... 

...de batata frita.




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