Babel num jogo do Milan
No meu caso era jogo mesmo. Não podia ir a Milão sem entrar no templo do pebol italiano, o estádio Giuseppe Meazza, nome de astro da seleção (fascista) campeã da Copa de 1934. Era Milan x Fiorentina. Peguei o 91 e depois o metrô no qual me senti apertado como macarrão no pacote. Cheio. Ao chegar ao estádio a velocidade me parecia de um passo por minuto. Ou menos. Torcedores a falarem inglês, alemão, francês. Uma Babel. E era um jogo do campeonato italiano. Internacionalização do futebol? Ou talvez turistas intrometidos como eu.
Saudosismos – nos meus tempos de Maracanã dos anos 80, Zico e Roberto Dinamite, a torcida se entretinha a si mesma com suas bandeiras e charangas. Agora um público comportado precisa ser dito como torcer, pelo loquaz locutor do estádio. Mudanças. Até as bandeiras são agitadas por profissionais.Mudou o jogo, mudou o Milan ou mudei eu? No lo so, diria Rita Pavone. Se eu o perguntasse aos vizinhos receberia resposta em sete línguas ou mais, Torre de Babel no jogo. Possivelmente todas respostas erradas, mas vá.
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