E assim surgiu o Existencialismo

 Ah, os croissants sem sentido, os crepes suzette absurdos, as mousses paradoxais e os cappuccinos agnósticos! Porém, mais absurdos do que tudo isso são os preços do Café De Flore, no Boulevard Saint-Germain em Paris, que seria o Templo dos Existencialistas se eles não fossem ateus.

Aliás lanço uma hipótese de como se iniciou a Filosofia do Existencialismo. Um dia Sartre tomou o braço de Simone de Beauvoir, chamaram Albert Camus que comprava um jornal, acenaram para Juliette Greco que distraída cantarolava, encontraram Merleau-Ponty que acabava de dar uma aula e foram os cinco amigos de braços dados ao Café De Flore.

Horas depois pediram a conta. Ao verem o preço, Sartre, que já tinha os olhos de sapo, arregalou-os mais ainda; Simone disse: Isso é O Absurdo!; Camus retrucou: É completamente Sem Sentido!; Juliette cantou um em nota fá verso sobre o Vazio na sua bolsa e Merleau-Ponty declarou Isso não é Essência, não é Existência, é só um Roubo!

Mas não tinha jeito. Era pagar ou cadeia. Assim os amigos ficaram lisos. E a partir dos preços absurdos daquele lugar foi fácil chegar ao absurdo da própria existência. E assim surgiu o Existencialismo.

Pelo menos foi essa a explicação que imaginei para eu ter pedido uma média, um croissant e poucas coisas mais e lá ter deixado 35 euros. Se não fosse essa explicação, tal preço seria Absurdo e não gosto de coisas absurdas. Muito menos os preços.




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