Elementar, meu caro Sherlock
Em uma noite de Natal [em 1890, ou 91, por aí] Sherlock Holmes recebeu em seu escritório da Rua Baker 221B um velho chapéu e um ganso abatido, este para ser cozido e devorado na Ceia. Ao seu lado estava o fiel escudeiro Dr. John Watson. A cozinheira, ao preparar o pobre bicho, descobriu uma pedra preciosa que tinha sido roubada dias antes. Inverno europeu, neve, Sherlock & Watson vão investigar no mercadão de Londres, o Covent Garden, cheio de peixe, carne e seus respectivos odores.
Em um dia de novembro lá fui eu ao mesmo lugar. Não descobrira nenhuma pedra preciosa mas tinha um mistério a desvendar: se aquele lugar era tão sinistro como eu imaginava quando li as Aventuras de Sherlock Holmes. Encontrei um prédio baixo, extenso na horizontal, parecendo o mercado municipal de tantas cidades brasileiras, hoje tantos deles convertidos para o turismo.
E assim o Covent Garden. Esperava [baseado na história] grupos de operários vitorianos a se esfregar as mãos em torno de fogareiros e a beber para enganar o frio e encontrei restaurantes de Fish and Chips, o peixe frito com fritas que não satisfaz a paladares exigentes, e muitas lojas de lembrança.
Dizem que nunc a se deve voltar para onde se foi feliz. E eu fui feliz ao ler Sherlock, e também ao ver o local. As duas experiências se justapõem, os dois Mercados, ambos para mim igualmente reais. Quanto ao mistério do ganso, creio que não faço spoiler ao dizer que Sherlock o resolveu. Elementar..jpg)
.jpg)
Comentários
Postar um comentário