Filosofias de Pinóquio, ilustre filho de Florença

 Em Florença descobri que esta não é só a terra dos Medici, de Michelangelo, de Dante e Maquiavel. Mas de alguém que talvez tenha sido mais lido e visto no cinema que todos esses. Carlo Collodi, o autor de Pinóquio, era daqui. O famoso bonequinho não era só um mentiroso. Seus conhecimentos se espraiavam por múltiplas áreas da ciência, como se vê em n´As Aventuras de Pinóquio: A história de um boneco (Jandira, SP: Ciranda Cultural, 2022, tradução de Beatriz Camacho):

SOBRE POLÍTICA SALARIAL:

- E o que ele faz da vida?

- É pobre.

- Ganha muito?

- Ganha o necessário para não ter um tostão no bolso.

SOBRE PEDAGOGIA E MEDICINA:

- Sim. Porque quero ir à escola e estudar com afinco.

 - Olhe para mim! – falou a raposa.  – Por essa paixão estúpida pelos estudos eu perdi uma perna.

- Olhe para mim – falou o gato. - Por essa paixão estúpida pelos estudos eu perdi a vista dos dois olhos.

SOBRE MEDICINA LEGAL:

- Ao meu ver, o boneco está morto de vez, mas, se por alguma desgraça não estiver totalmente morto, então será um bom indício de que ainda está vivo!

- Sinto muito – disse a Coruja – em ter de contradizer o Corvo, meu ilustre amigo e colega, mas, para mim, o boneco ainda está vivo. Mas, se por alguma desgraça não estiver vivo, então será um sinal de que está realmente morto.

SOBRE ENSINO:

- Mas por que você está preocupado com a escola? Vamos para a escola amanhã. Com uma aula a mais ou a mesmo, continuaremos burros do mesmo jeito.




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