Hercule & Sherlock – the beginnings
E os amigos se encolheram nos casacos a roçar com gente encolhida nos casacos do frio de Londres, quase foram levados na enxurrada de gente na Estação King´s Cross, estranharam porque o Metrô de Londres se chama “Tubo”, as linhas com nomes tétricos (Hammersmith & City) em vez de claras cores como é noutras cidades, se sentiram esmagados pelas construções com poucas janelas e tom ocre, quando não pelo tom cinza, e até a Família Real lhes pareceu mais com a Família Adams, se ela já existisse, claro.
E a cabeça dos dois aspirantes a escritor começou a mudar. De delicados sonetos ou histórias amorosas felizes, comendo um horrível peixe com fritas (Fish and chips) em um Pub de náuseas, Clarissa disse: “Penso agora em escrever sobre um baixinho, chato, azarento e cheio de manias, e que só vai pensar em assassinatos!” E Artur replicou “E eu sobre um altão insuportável, pernóstico, solteirão até por que ninguém o aguenta, e que pensará a mesma coisa!”
E assim a jovem Ágatha Maria Clarissa Miller se casou com um Christie e se tornou Agatha Christie. E Arthur Inácio Conan Doyle se tornou Conan Doyle, e ambos deixaram o otimismo de lado criaram Hercule Poirot e Sherlock Holmes, detetives soturnos numa cidade idem. Pode até não ter sido assim mas Londres não permitiria mesmo escrever sobre nada muito feliz.
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