O apertamento de Monsieur Poirot

 E Hercule Poirot desceu na estação Barbican do Metrô de Londres! Saiu pela Aldersgate street, tomou á esquerda em uma ruela chamada Carthusian, dobrou à direita e lá estava a sua casa, o prédio onde morava. Sacou o Samsung A32 G7X e tirou duas fotos além da inevitável selfie.

Em verdade o detetive não fez nada disso, por três razões. A primeira e menos importante: Hercule Poirot nunca existiu; se existisse, não teria morado lá; e a terceira razão: quem fez todas essas coisas não foi nenhum detetive baixinho de bigode fino lá dos anos 1930 – fui eu.

De todas as encarnações do detetive criado por Agatha Christie [e ela detestava todas] a mais famosa foi a longeva série de TV encabeçada pelo ator David Suchet, de 1989 a 2013. Inicialmente tiveram um problema imobiliário – onde o protagonista moraria? Na mesma época esse prédio dos anos 1930 chamado Florin Court estava vazio para reforma e posterior aluguel. Pagaram algo para a imobiliária, escolheram um apartamento vazio e lá fizeram as cenas. 

O lugar virou Meca de Fãs do mundo todo – eu incluso. Não sei por que meti na cabeça que o apartamento do célebre detetive era enorme e caríssimo. Bem, enorme não é: trata-se de prédio de como se dizia no Rio quitinetes ou pouco mais. Já caríssimo... Uma pesquisa em imobiliárias revelou que há pouco um apartamento de 42 metros quadrados lá foi vendido por 525 mil libras, algo como 4 milhões de reais. Talvez o cubículo mais caro do mundo. Ou detetives gostem de aperto, sei lá.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Arroios as Nações Unidas de Lisboa

A Lusitana gira o Mundo

Cícero e o Papa Leão