Raquel de Queiroz e Vasarely finalmente juntos
A tela a rolar me revela um Centro Robert Capa – ah, ok, fotógrafo de guerra... Também Vasarely, hum, um pintor abstrato geométrico... daquela turma do Kandinsky, não é mesmo? E o Lizst, ah, o compositor clássico... E só.
Todos figuras reverenciáveis mas nenhuma entusiasmante. E eu, que vim conhecer a cultura universal, achei uma província. Uma espécie de Ceará de língua cheia de consoantes, prédios vitorianos e gênios que com o devido respeito não saem do local, com uma ou outra exceção que vira celebridade hard. Eles têm Vasarely, nós temos Raquel de Queiroz. Eles Robert Capa, e nós Antônio Bandeira. Todos talentosos e conhecidos basicamente de um nicho.
Talvez o mundo todo seja um empilhamento de províncias – cada uma com seus gênios próprios e pouco conhecidos fora do seu lugar, seja Hungria ou Ceará. E a Cultura Universal seja apenas uma escolha de nomes de meia dúzia de países – da França aos EUA – de forma mais ou menos casual na qual o poder do local é determinante.Bem, pelo menos foi o que pensei enquanto vestia um casaco coreano para sair – fracassada a missão de conhecer o museu de alguma supercelebridade universal, conformei-me com um inevitável museu histórico e já localizara para depois uma barraca para comer um Langos, espécie de pizza que, sem ser chato, a do tiozinho aqui da rua da Paz me pareceu melhor.
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