Tiras em Munique
Fantasmas de Munique! Ou a melhor dizer suas sombras. E aham é cidade um quanto sombria. Hauptbahnhof significa Estação Principal de Trem – um nome inevitável em cidades alemãs. E da dita cuja arrastei-me em táxi para um lugar de nome igualmente tétrico – Gmunderstrasse 27 – sendo strasse rua. A chuvinha me saudou até entrar no hotel, de resto bem ajeitadinho, a janela dando para a estação de Metrô de nome indecifrável.
Quanto aos fantasmas conheço dois, Bento XVI que foi Arcebispo daqui e Franz Beckenbauer galante adversário do inesquecível futebol brasileiro dos anos 60 e 70. Um para mim simpático outro nem tanto – e deixo sem definir qual é qual.
Mas a sombriedade – criei agora a palavra – vem do seriado policial alemão Derrick que eu assistia em TV a cabo nos anos 90 e provavelmente era o único. Brincadeira – Derrick an der Reihe foi o maior sucesso da TV alemã no mundo e durou mais de vinte anos.
Stephan Derrick era delegado da homicídios. Harry Klein era seu auxiliar. Tiras de meia-idade, não particularmente bonitos, sem colegas louraças estonteantes e sem cenas que dispensavam roupas. A Munique dos dois detetives é cinza, ou melhor, ocre. Os suspeitos e testemunhas respondem em tom neutro às suspeitas policiais. Charme zero – ou melhor, o grande charme é não ter charme nenhum.Essa falta de charme corresponde à chuva fininha que vi ao abrir a janela no hotel na tal strasse. Quanto aos fantasmas, não vi nenhum. Cheio que até eles seriam sem charme – se existissem, é claro.
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