As lambretas da velha Itália
Lambretas! Quem se lembra delas? E quem as esquece? Esse veículo de pequenas rodas a convidar um acidente ao mínimo desnível da rua e a frente chapada de cor metálica sem graça (certo, as de hoje são pretas, mas vá) – puxam uma Itália por poucos vivida e por muitos não esquecida.
Já estava havia um par de dias e
Milão não estava sendo muito Milão. Certo, havia os bifes à milanesa, a catedral
e os chocolates hiperdensos mas faltava algo – e só senti o que o faltava quando
o sinal fechou em frente ao Teatro alla Scala e à frente dos carros se acumularam
duas, três, quinzes lambretas.

Mas enfim, a Vita talvez não
fosse tão dolce, o velho João há muito é história, as motos invadiram o
mundo na esteira do transporte público deficiente, o cinema político caiu de
moda e talvez até Rita Pavone quisesse me dar com o martelo na cabeça, pois afinal
eu não sou Marcelo Mastroianni. Bem-feito.

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