Fantasmas de João Pessoa: Anayde Beiriz
Na história do Brasil uma pessoa, uma mulher, uma professora de 25 anos, Anayde Beiriz. Sua bela e trágica história permeia as lembranças dessa cidade que até ganhou novo nome por causa da chamada Revolução de 1930.
Era um país abalado pela crise
econômica mundial de 1929, que já vinha de sucessivas revoltas militares, que a
classe média se vinha afastando da oligarquia agrária e que as próprias elites
agrárias batiam boca. Uma eleição desonesta não resolvera nada. O lado perdedor
pensava em revolta. Hesitava e rugia como cão prestes ao bote. Faltava uma
fagulha.
A fagulha foi essa jovem, que era namorada de um homem mais velho, João Dantas, que era aliado de um coronel do interior, José Pereira, que era inimigo do governador do estado, João Pessoa, que era aliado do chefe nacional das oligarquias de oposição, Getúlio Vargas, que era inimigo do Presidente da República Washington Luís. Neste imbróglio de luta pelo Poder a Polícia invadiu a casa de João Dantas e tomou fotos e cartas de Anayde Beiriz e do namorado. (O Secretário de Polícia, o suave romancista José Américo, morreria a jurar que não ordenara a invasão). João Dantas assassinou João Pessoa.
Era o pretexto que faltava. Um
crime passional em torno de um relacionamento de dois adultos desimpedidos e
maiores de idade, que nem sabiam os interesses em torno deles. O governo é
derrubado. Os novos donos do Poder conseguiram o que queriam. Quanto a Anayde,
jovem bela, culta e moderna, tornou-se História.
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