Metal do Diabo
“Finalmente acabou a xaropada”, pensou ele quando
da cripta surgiram duendes de lama negra e pupilas de estanho 99,99%. Eles cortaram
facilmente o caixão e carregaram Omonte cada vez mais fundo. E numa caverna de
2000 graus centígrados um dançarino da olhos de vidro, chifres de serpentes e
dentes de crocodilo o recebeu:
- Entra, compadre. Vamos experimentar
um novo método de refino. Mais lucro para você.
É mais ou menos assim que o escritor
boliviano Augusto Céspedes imaginou a entrada no Inferno não de Zenon Omonte,
que nunca existiu, mas de Simon Patiño, um dos cinco ou seis homens mais ricos
do mundo enquanto a Bolívia era um dos cinco ou seis países mais pobres. Esse é
trecho final de seu romance O Metal do Diabo, sobre a vida de Patiño
embora com o nome trocado.


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