O Plebeu do Frango

 

Poucos casos há na História Universal de pessoas que abandonaram as lantejoulas da realeza em favor da vida simples de pessoa comum. O general Diocleciano viu a barafunda em que se esbatia o Império Romano, tomou o poder, dividiu o Império em partes mais administráveis e depois renunciou a tudo, considerando terminada sua missão. Pietro da Morrone foi escolhido Papa pelos cardeais cansados da corrupção no Vaticano. O problema é que a mesma corrupção cansou também o piedoso Pietro, já conhecido como Papa Celestino V, e este renunciou em poucos meses. Eduardo VIII, rei da Inglaterra, preferiu renunciar a viver longe de sua amada Wally Simpson.

E ao passear pelas praias do Piauí encontrei outro caso. O município praiano de lá se chama Luís Correa, e é praticamente um anexo de Parnaíba, cidade bem maior. Passando por Luís Correa vi a placa “Plebeu do Frango”. Poucos quarteirões depois, “Plebeu do Frango”. E noutra ponta da cidade lá estava de novo o “Plebeu do Frango”.

Era uma pequena cadeia de restaurantes com esse nome.

Lanço uma hipótese.  O dono queria chamar seus restaurantes de “Rei do Frango”. Mas esse nome de tão banal já devia estar ocupado. E então o dono, já talvez tomado de Justa e Real Ira, declarou;

“Se não posso ser Rei, então serei Plebeu!”

E surgiu o Restaurante Plebeu do Frango.

É uma hipótese, como alguns dos casos de reis que renunciaram à realeza na História. Mas, se o Restaurante piauiense quedou menos dinástico, ao menos ficou mais original.


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