O taco de ouro
Nunca tinha ouvido falar dele até então. De fato, tirando um colega meu de faculdade e de alguns Presidentes nunca ouvido falar de nenhum boliviano. Até que desembarquei de um ônibus com minha calça jeans, bolsa e muita imprudência juvenil naquela cidade ao pé dos Andes. Eu pensara, de maneira simplista: Bolívia - país pobre. Cochabamba - cidade pobre. Mas um dos palácios mais belos que já vi encontrei por lá.
Procurei no guia de turismo,
estava lá, Los Portales, como atração da cidade. Um táxi me levou.
Los Portales era o Palácio (na verdade
um dos palácios) de Antenor Patiño, o tal de que nunca ouvira falar. Esse boliviano
descobriu talvez o maior veio do melhor estanho do mundo quando a demanda por
esse minério aumentava muito. Tornou-se o quinto ou sexto homem mais rico do
mundo. Não que isso tenha feiro muito bem à Bolívia, que era o quinto ou sexto país
mais pobre.
“Havia. Mas ele sumiu durante a Revolução
de 1952!”
Oh, claro. Mas que pergunta boba a minha... (Todo salão de bilhar tem um taco de ouro!...)


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