Ti voglio bene Eu te amo, Federica Minia

 

Esqueçam o decote de Sofia Loren, os cabelos de Claúdia Cardinale e as pernas de Gina Lollobrigida. [Se quiser ser inclusivo esqueça até o olhar de Marcello Mastroianni].  A mais sexy de todas as italianas, de todas as pessoas jamais nascidas no país do Ravioli e da Pizza se chama Federica Minia.

Como todos eu não a conhecia. Como todos apaixonei-me por ela ao adentrar pela vez primeiríssima um vagão do Metro de Milão, turista acidental e desorientado vindo de ônibus de bairro distante e preocupado em guardar meu bilhete de três dias para não perdê-lo. [Como todos e como todas – moderna e desconstruída, seu charme e sensualidade traspassam os preconceitos].

Sua voz acalma, orienta em todos os momentos inclusive aqueles de emergência. Com ela aprendi que as estações têm nome duplo, para os locais e para os turistas. A estação Cadorna-Triennale junta o nome local, Cadorna, daquele que é usado pelos visitantes da Trienal de Design. Cairoli-Castello junta ao nome rotineiro aquele do castelo Sforzesco, uma das mecas do turismo milanês. O mesmo com Cordusio-Biblioteca Ambrosiana. E não é uma paixão só minha. 420 milhões de passageiros anuais do metrô da cidade prestam a máxima atenção nela.


Ela é a voz que anuncia as estações; “Prossima Fermata...” – e se segue o nome. Rouca, sexy, mulheres e homens se ligam nela. Poderiam até dizer Ti voglio bene, Eu te amo, Federica Minia – mas em um metrô está todo mundo sempre ocupado, em qualquer lugar do mundo.

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