O campeão e sua estátua
Tomei o VLT 41. Eu vinha da Gellert Rakpad Emlekko em direção à Becsi utca 61 [o Danúbio não-tão-azul à minha direita] e talvez para não enlouquecer com o caráter impronunciável desses nomes húngaros pensei em Giulite Coutinho, lá por 1984. Perguntaram ao novo presidente da CBF qual era o melhor time que ela já vira jogar. Respondeu: Foi a Hungria de 1954.
Desci na tal rua Becsi número 61
[utca é rua] e encontrei o principal responsável por tal feito. Bem, não ele
mas sua estátua. Pareceu-me sozinho, a jogar futebol pateticamente de paletó e
gravata [quem teve essa ideia imbecil?]. Fazia sol. Desci só. Havia dois
botecos mas ninguém dava bola. No entanto nos anos 50 as multidões rugiam seu nome
nos estádios: Puskas! Puskas!
A seleção da Hungria por ele comandada colecionou proezas: 6x3 na Inglaterra, a primeira vez que os ingleses perderam em casa. 7x1 na revanche. Tinha o hábito de chegar aos 10 minutos de jogo já vencendo por 2 a 0. Com tudo isso, não foi campeão mundial. Um cronista brasileiro lá presente disse que os rivais alemães estavam tão dopados que não sabiam nem onde estavam.
E estávamos eu e Ferenc Puskas, o
comandante da superseleção húngara. O sol torrava. O VLT voltava pela outra
rua. Consultei o aplicativo de transporte. Tirei fotos [inclusive das flores de
plástico presas a seus pés]. Gravei pequeno filme. Minha pequena homenagem a
todos os jogadores que fizeram multidões felizes, ao menos por um momento, nos
estádios por aí, de Fortaleza a Budapeste.
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